quarta-feira, 6 de abril de 2011

Todo símbolo tem seu significado

O humor ligado a cobra  é que se o paciente sobreviver o médico cobra, se morrer cobra na mesma. A razão correcta mostra que o antigo emblema tem histórias interessantes por detrás, como indica o site hypescience.
Na verdade, existem duas versões do símbolo,  uma das versões  esta ligada a mitologia Grega e ao deus Olimpo Hermes.
Na mitologia grega, Hermes foi um mensageiro entre os deuses e os humanos (o que explica as asas) e um guia para o submundo (o que explica a bengala). Hermes era também o padroeiro dos viajantes, o que torna a sua ligação com a medicina adequada, pois antigamente os médicos tinham que percorrer grandes distâncias a pé para visitar seus doentes.
Em uma das versões do mito de Hermes, ele recebe o bastão de Apolo, o deus da cura. Em outra versão, ele recebe do rei dos deuses, Zeus, entrelaçado a duas fitas brancas. As fitas foram substituídas mais tarde por serpentes, já que a história diz que Hermes usou a vara para separar uma luta entre duas cobras, que então se enrolaram nele e permaneceram lá em harmonia e equílibrio.
Outra representação do símbolo é o bastão de Asclépio, que não tem asas e apenas uma serpente. Filho de Apolo e da princesa humana Coronis, Asclepius é o semideus grego da medicina. Segundo a mitologia, ele era capaz de restaurar a saúde dos enfermos e trazer os mortos de volta à vida.
Numa história lendária  Zeus matou Asclepius com um raio por perturbar a ordem natural do mundo, ressuscitando os mortos, enquanto outra versão indica que Zeus o matou como punição por aceitar dinheiro em troca da realização de uma ressurreição. Depois que ele morreu, Zeus colocou Asclepius entre as estrelas como a constelação de Ophiuchus, o Serpentário, ou “portador da serpente”.
Os gregos consideravam as serpentes sagradas, e as usavam em rituais de cura para honrar Asclepius, já que seu veneno era correctivo e sua pele era considerada um símbolo de renascimento e renovação.

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