quarta-feira, 20 de abril de 2011


                  

A revista Monet, tradicional no mercado de televisão paga, fez uma eleição dos 88 personagens mais legais da TV e do cinema. E quem não podia ficar de fora? O nosso Dr. House, claro. Ele entrou na seleção como o terceiro personagem mais querido, por ser um gênio. 
“Por que um cara de péssimo humor, egoísta, manipulador, viciado, cínico e que não se importa em passar por cima da ética é tão admirado? Simples, porque o Dr. Gregory House é um gênio – poderia ser Deus, mas o médico, além de não acreditar Nele, não admitiria perder essa concorrência”, explicam os votantes da seleção. 
A escolha foi feita em homenagem ao aniversário de oito anos da revista, pelos jornalistas Carlos Primati, Dafne Sampaio, Humberto Peron, Luís Alberto Nogueira, Marina Marques, Paulo Santos Lima, Raquel Temistocles e Sarah Mund. 
House só ficou atrás do Capitão Nascimento, de Tropa de Elite e Darth Vader, de Star Wars. Nosso médico está com moral, hein? 

Canção das mulheres


Que o outro saiba quando estou com medo, e me tome nos braços sem fazer perguntas demais.
Que o outro note quando preciso de silêncio e não vá embora batendo a porta, mas entenda que não o amarei menos porque estou quieta.
Que o outro aceite que me preocupo com ele e não se irrite com minha solicitude, e se ela for excessiva saiba me dizer isso com delicadeza ou bom humor.
Que o outro perceba minha fragilidade e não ria de mim, nem se aproveite disso.
Que se eu faço uma bobagem o outro goste um pouco mais de mim, porque também preciso poder fazer tolices tantas vezes.
Que se estou apenas cansada o outro não pense logo que estou nervosa, ou doente, ou agressiva, nem diga que reclamo demais.
Que o outro sinta quanto me dói a idéia da perda, e ouse ficar comigo um pouco - em lugar de voltar logo à sua vida.
Que se estou numa fase ruim o outro seja meu cúmplice, mas sem fazer alarde  dizendo ''Olha que estou tendo muita paciência com você!''
Que quando sem querer eu digo uma coisa bem inadequada diante de mais pessoas, o outro não me exponha nem me ridicularize.
Que se eventualmente perco a paciência, perco a graça e perco a compostura, o outro ainda assim me ache linda e me admire.
Que o outro não me considere sempre disponível, sempre necessariamente compreensiva, mas me aceite quando não estou podendo ser nada disso.
Que, finalmente, o outro entenda que mesmo se às vezes me esforço, não sou, nem devo ser, a mulher-maravilha, mas apenas uma pessoa: vulnerável e forte, incapaz e gloriosa, assustada e audaciosa - uma mulher.

terça-feira, 19 de abril de 2011

Família Abadá

                     
Soltei meu barco pelo mar, no balanço das ondas é que eu vou navegar.
As ondas que carregam meu barco pelo mar, capoeira é minha sina ela quer me levar. Sei que no meu caminho tempestades irei encontrar, mas meus laços são fortes, sou da família Abadá. Com os conselhos do Mestre e o berimbau na mão, sou discípulo que aprende e também dou lição. Eu dou volta ao mundo tenho conhecimento e levo a capoeira e seus fundamentos. Meu barco que navega, eu encontrei a paz nesse mar tão imenso, Abadá é meu cais. ♪ 

Coragem e Honra


"Coragem é algo difícil de imaginar. Você pode ter coragem baseado numa idéia idiota ou em um erro, mas você não pode supostamente questionar adultos,ou seu técnico, ou seu professor porque eles fazem as regras. Talvez eles saibam melhor mas talvez não saibam. Tudo depende de quem você é, de onde você veio. Ao menos um dos seiscentos caras não pensou em desistir, e se juntar ao outro lado? Quero dizer, Vale da Morte... Isso é uma coisa muito forte. É por isso que coragem é uma coisa complicada. Você sempre vai fazer o que os outros dizem pra você fazer? Às vezes você pode nem ao menos saber porque está fazendo alguma coisa. Digo, qualquer idiota pode ter coragem. Mas honra, essa é a verdadeira razão para você fazer ou não alguma coisa. É quem você é ou talvez quem você queira ser. Se você morrer tentando por alguma coisa importante então você terá ambos, coragem e honra. E isso é muito bom. Acho que isso é o que o escritor estava dizendo. Que você deve esperar pela coragem e praticar a honra. E talvez até mesmo rezar para que as pessoas que te dizem o que fazer, tenham alguma também."


                                                                  (Michael Oher - The blind side)

Uma mente brilhante

"Sempre acreditei nos números, nas equações e na lógica que leva à razão. E após uma vida toda de buscas, pergunto: O que realmente é a lógica? Quem decide o que é racional?  Tal busca me levou através da Física, da Metafísica, do delírio e de volta e então fiz a descoberta mais importante da minha carreira, a descoberta mais importante da minha vida. É somente nas misteriosas equações do amor que alguma lógica pode ser encontrada. Só estou aqui por sua causa, você é a razão pela qual existo, você é toda minha razão."


(John Nash - Discurso)

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"Não desanimem, a guerra é assim mesmo: muito barulho e alvoroço. Se falha uma arma, a outra deve estar pronta para continuar matando." 


(Alejandro de La Vega - livro Zorro)

Uma verdade inconveniente.

Para os líderes religiosos radicais, não basta elevar o vício da ignorância a virtude imprescindível para a salvação. Também precisam demonizar aqueles que não concordam com isso. Mas, fazem o caminho inverso e transformam a inteligência em pecado, a razão em apostasia, a sabedoria em heresia.
Já escrevi sobre a imposição a todos de dogmas que deveriam ser privados e sobre os problemas de uma democracia que dá às maiorias o direito de impor-se sobre as minorias. Na ocasião, alguns me acusaram de fundamentalizar os contrários ao aborto e de subverter o conceito de democracia. Poucos meses depois, vimos uma disputa eleitoral ir ao segundo turno graças a uma minoria populacional que detém um grande poder econômico e midiático e quer mandar na maioria, mudando a agenda política para tirar o foco das grandes questões nacionais e colocar em discussão opiniões sobre temas que não competem ao poder executivo, e sim ao legislativo. Os pastores evangélicos mobilizam-se para usar seu rebanho imerso na ignorância a uma cruzada para estabelecer uma nova idade das trevas, dessa vez com sermões via satélite. Os mesmos satélites que foram criados por cientistas “imorais e demoníacos” no passado.
Além da televisão, outro produto de “impiedosos filhos de Satanás” que agora serve para propagar seus preconceitos, sua intolerância e seu ódio é a internete. Milhares de emeios, postagens em blogues, fóruns e redes sociais dão o recado do fundamentalismo: não toleraremos qualquer avanço nos direitos humanos, em especial no que tange a mulheres e homossexuais. O próximo passo? Abolir religiões de origem africana ou indígena. Afinal, eles lutaram por liberdade religiosa enquanto não possuíam o poder que detêm agora. Devem erradicar qualquer outro deus, já que o deles é o único. Uma denominação religiosa monoteísta só defende liberdade de culto quando é minoria.
Os pastores e padres não aceitam tratamento com células-tronco embrionárias. Por quê? Aos fiéis, dizem que por princípios cristãos. Mas será um princípio cristão condenar pessoas a deficiência e dor quando se pode salvá-las? Há apenas um motivo para que a religião lute tanto contra o avanço na medicina: se todas as doenças fossem curadas pela ciência, não haveria tantos desiludidos da realidade iludindo-se com as curas imaginárias das igrejas.
No primeiro mandato de Lula fiquei pasmo com o destaque que a imprensa deu à declaração do cardeal Eusébio Scheid, que disse: “Lula não é católico, é caótico.” Vários jornalistas cercaram o presidente da República para cobrar-lhe uma resposta, como se qualquer cidadão, inclusive um Chefe de Estado, fosse obrigado a ser católico. Pior, Lula respondeu defensivamente, confirmando tal obrigatoriedade.
Agora são os evangélicos e grupos católicos de orientação fascista que querem obrigar os candidatos a alinharem-se aos seus dogmas. Sob o emblema da família e dos valores morais cristãos, escondem seu patriarcalismo, seu ódio a todos que ousam ser diferentes.
O mais cruel é que o PSDB, que já sofreu com uma campanha difamatória semelhante quando Fernando Henrique Cardoso, concorrendo à prefeitura de São Paulo em 1985, teve seu ateísmo explorado pela campanha de Jânio Quadros, agora se utiliza do mesmo expediente sem qualquer receio. Muitos PSDBistas acusam o PT de demonizar FHC ao comparar os períodos em que estes partidos estiveram na presidência. Qualquer pessoa isenta perceberá na campanha serrista do segundo turno que é o próprio PSDB que demoniza o ex-presidente. Não bastasse eles tentarem esconder FHC no primeiro turno, agora vão para o ataque contra pessoas com o seu perfil. Espalham-se os emeios que dizem que os “ateus satanistas” (sic) querem dominar o mundo e instituir uma “ditadura homossexual”, com direito a “comer criancinhas e legalização da maconha”. Escondem ainda mais Fernando Henrique, que participa de um grupo internacional que defende a descriminalização da erva.
Dilma, para não perder votos, enreda-se no esvaziamento do discurso eleitoral e se vê na necessidade de deixar de lado os grandes temas como saúde, direitos humanos e educação. Aliás, o manifesto dos reitores do Brasil em favor de Dilma, por considerá-la a melhor candidata para fazer avançar o ensino superior no Brasil, é um verdadeiro fogo amigo contra a candidata, já que para fundamentalistas falar em avanço da educação é falar em escassez de fiéis, digo, de “domínio do demônio” sobre uma sociedade racional, quer dizer, “ímpia”.
O fato é que, a depender dos líderes cristãos, a Terra ainda seria o centro fixo e achatado do universo e estaríamos tratando as doenças com exorcismos (na verdade, anda há muitos doentes procurando esse tipo de tratamento).
Os ateus são chamados diuturnamente de imorais e criminosos, e tal preconceito é ampliado na campanha eleitoral. Os ateus são a última minoria, a mais marginalizada e hostilizada. Sempre que um crime bárbaro é cometido, seu autor é taxado como alguém “sem deus no coração”. É imperativo que aqueles sem deus (na mente, no coração ou em qualquer outro lugar) demonstrem que são seres humanos morais, responsáveis, preocupados não com crenças de foro íntimo, e sim com o bem-estar social e os direitos humanos. Enquanto os ateus se calam e se escondem, com um discurso de não se declarar para não criar problemas com os religiosos, estes perseguem aqueles em seus púlpitos e na vida pública, condenando-os ao inferno, no qual desejam avidamente que queimem junto com homossexuais, mulheres insubmissas e tudo o mais que não se adéque ao padrão patriarcal do seu cristianismo do orgulho branco.
Quando José Serra fala em “valores religiosos das pessoas de bem”, insinua que quem não tem valores religiosos não presta. O próprio termo “cidadão de bem” subverte o conceito de cidadania, gerando o ideia de uma divisão dos cidadãos em diferentes castas sociais. São os “nós”, cristãos de classe alta, urbanos, esbranquiçados, heterossexuais defensores da vida, contra os “eles”, os promíscuos, degenerados, anticristãos, ateus. Não é necessário dizer que os “nós” possuem os meios de comunicação e o poder econômico para difundir seus preconceitos como uma verdade inalienável.
Caminhamos a passos largos para um estado teocrático, com líderes religiosos radicais elaborando as leis que devem reger a todos. Religiosos de outros credos, cristãos moderados, agnósticos e ateus que se calarem agora não poderão reclamar quando forem obrigados à conversão, ao ostracismo, quando estiverem no exílio da vida pública.
Ou na fogueira.




Amâncio Siqueira

Todo grande homem é cético.

Todo o grande homem é, necessariamente, cético, ainda que possa não o mostrar: pelo menos se a grandeza dele consistir em querer uma coisa grande e grandes meios para realizá-la. A liberdade em relação a todas as convicções faz parte da sua vontade: o que está em conformidade com o "despotismo esclarecido" que todas as grandes paixões exercem. Uma paixão dessa espécie põe o intelecto ao seu serviço e tem a coragem de fazer uso até de certos meios proibidos - dos quais se serve, mas aos quais não se submete. A necessidade de crer, a necessidade de um sim e de um não absolutos é sinal de fraqueza, e toda a fraqueza é uma fraqueza da vontade. O homem de fé, o crente é, necessariamente, de uma espécie inferior; disso resulta a liberdade de espírito, ou seja, a descrença instintiva: uma condição de grandeza.

terça-feira, 12 de abril de 2011

O devir do devaneio

O devaneio é o mais retumbante devir. O homem é o mais passageiro dos seres, pois assim se reconhece e jamais se deixa ser o mesmo. Apenas a mudança é constante, e no devaneio o homem se muda e molda dentro de si múltiplos existires. Universos de inexistência tomam-lhe a mente e sonhos realizam seus anseios por ser, mesmo que transitoriamente e apenas para si mesmo.
O humano busca o próprio ser, sua essência, que apenas na própria aniquilação se realizará. Somente com a morte o ego se realiza. Sem mais possibilidades de mudança, o ser enfim se define. Definição também passageira, pois logo esquecida no devir do tempo.
Quando sobrevém o fim o ego é preenchido de certezas.
Somente no inexistir há certeza. Existir é duvidar. Ser é incompletude e anseio.
No devaneio uma multidão de eus reclamam uma fagulha de existência. Não requerem lógica ou perfeição. Não pedem matéria ou conceito. Desprezam mesmo uma imagem fixa e específico nome.
Ao contrário do que pensa o senso-comum, devanear não é um “sonhar-acordado”; é mais propriamente um despertar dos sonhos, um dormir para um único ego, que embala a realidade de uma multidão de fragmentos.
No devaneio o louco descobre na multidão de almas que o habitam o seu verdadeiro ser.

Amâncio Siqueira

A dor que leva a perfeição

O homem de Schopenhauer assume o sofrimento voluntário da sinceridade e esse sofrimento lhe serve para matar seu querer próprio e para preparar a inversão, a total conversão do seu ser, que é o verdadeiro objetivo e o sentido da vida. O hábito que tem de dizer a verdade parece aos outros homens a expressão de sua maldade, pois estimam que o respeito de suas fraquezas e de suas pequenas manias é um dever de humanidade e porque é necessário ser mau para lhes estragar assim seus brinquedos. São tentados a dizer àqueles que lhes falam desse modo o que Fausto disse a Mefisto: “É assim que à energia que age incessantemente, salutar e criadora, tu opões friamente tua energia de demônio?” E quem quisesse viver como schopenraueriano se assemelharia sem dúvida mais a Mefisto que a Fausto, pelo menos aos olhos fracos dos homens modernos que recebem sempre na negação o sinal do maligno.
Mas há uma maneira de negar e de destruir que exprime precisamente essa poderosa aspiração à santidade e à salvação de que Schopenhauer foi entre nós, homens profanos, homens seculares no sentido exato do termo, o primeiro mestre filosófico. Tudo o que pode ser negado deve ser negado. Ser verídico é acreditar numa existência que ninguém poderia mais negar, porque é por si mesma verdadeira e isenta de mentira. É por isso que o homem verídico sente que sua atividade tem um sentido metafísico, explicável pelas leis de uma vida diferente e superior, um sentido positivo em toda a acepção da palavra, mesmo se tudo o que faz parece destinado a destruir e a infringir as leis da vida presente. Por causa disso, sua atividade só pode lhe causar um sofrimento constante; mas sabe o que sabia também Mestre Eckhard: “O corcel mais rápido que nos leva à perfeição é a dor.”

Nietzsche

No amor todo silêncio é ouvido.

O que mais me alucina é um olhar triste quando quer sorrir. Um sapato distante do seu par também me alucina. Como a companhia de uma solidão a dois. Maria é professora de português. Profere que gosta de minhas palavras; mas, segundo ela, só escuta o silêncio de minhas frases. Diz que minhas palavras me calam, enquanto penso que elas expressam-me.
Um escritor se faz com os silêncios de suas palavras.
No amor alucino qualquer razão para que o declarar seja intenso. A palavra nuança o amor, nubla o amor. O amor insinua-se rubor na face, cerrar de pálpebras num último aceno, insinua-se despedida para ser logo acolhido. O amor deseja ser embalado pelos silêncios das cantigas de ninar. Quem nunca confessou o amor apenas com a ternura do olhar? Quem nunca cantou sua canção favorita sem um rumor sequer? Quem nunca leu um poema nos olhos da pessoa amada?
Palavra não quer dizer intimidade. A intimidade possui outras vestes, diferente do amor. O amor se veste com adequada nudez. No amor nem toda centelha é fogo. Seu rosto de noite é travessura. Ebriedade. Seu rosto de noite é solidão. Seus cílios se afeiçoam a tristeza, se afeiçoam a loucura. A loucura é sua melhor razão. Maria diz saber ouvir o dormir de minhas palavras. O rumor da palavra apenas assusta a ternura, continua.
Quanto às palavras, eu as cultuo como a um deus. As palavras vestem a ternura, dão-lhes trajes de festa. Em silêncio a linguagem ajoelha-se para melhor rezar a palavra pecado. No silêncio da palavra pecado é onde reside a sua santidade. No silêncio do amor os amantes melhor se ouvem.
Maria chora em silêncio um amor que não teve. Minha poesia chora em palavras por um dia que não houve haver.


Alessandro Palmeira

quarta-feira, 6 de abril de 2011

Um tesouro em um baú.


Em alguns momentos da nossa vida, nós nos deparamos com situações em que todos os nossos planos e todas as nossas auto-defesas parecem desaparecer, ficamos perdidos, e nos vem um súbito desespero afim de encontrar uma saída. Ainda lembro com clareza o momento em que te vi e tive a certeza de que queria você em minha vida. Diferente dos contos de fadas, não foi exatamente na primeira vez que te vi, que me encantei por você. Na verdade, foi na segunda vez. Aquele momento, aquele terno momento, eu ainda guardo em minhas lembranças e sei que ficará eternamente guardado, você passando de moto e dando um sorriso, um tanto sarcástico, na minha direção. Eu não lembrava quem você era, mas eu pensei "Eu preciso conhecer esse garoto!", não se passaram nem 24hrs para que um anjo viesse em nosso caminho e nos colocasse lado a lado. A partir daí as coisas começaram a se encaixar, mesmo com um certo tempo distantes, a vida novamente nos pregou uma peça e estamos aqui até hoje. Posso afirmar, com total certeza, que você foi um homem que marcou a minha vida com cada detalhe que você fez questão de me mostrar sem medo e sem receios. Apesar de muitas omissões, de muitas mágoas e de muitas decepções, a fase que passei com você foi uma das melhores coisas que aconteceram na minha vida, mas agora está na hora de parar.
Você não deve estar entendendo e deve estar se perguntando “Por que estou recebendo uma carta maluca assim?” Não se preocupe, as coisas logo farão sentido e voltarão ao seu devido lugar. Um certo dia você quis saber o quanto eu gostava de você e eu respondi “Eu gosto de você de uma maneira que permite que eu não me iluda e nem espere algo que você não possa me dar.”, eu tinha certeza dessa resposta, até então eu tinha um jogo de cintura com você, eu sabia o território em que eu estava pisando e eu estava disposta a continuar esse jogo. Mas sabe aquela frase “No amor não existem regras”? pois é, agora eu entendo perfeitamente essa frase. As coisas não estão mais no meu controle, e quando chega a esse ponto, eu sei que é hora de eu me retirar. Talvez você não esteja entendendo a palavra AMOR nessa frase, por isso está na hora de eu esclarecer algumas coisas por aqui.
No começo do nosso relacionamento eu sabia que eu estava com o domínio nas mãos, eu tinha certeza de que meu coração não seria seu e eu sabia até que ponto eu podia chegar. Porém, no começo eu não te conhecia, eu não sabia o perigo que havia quando se juntava carência e carinho. Sempre procurei diversão, e eu estava tendo isso até perceber como seria ruim perder você. Depois do seu acidente, as coisas ficaram confusas, os meus pensamentos começaram a voar e comecei a pensar na minha vida sem você. Quando eu vi que podia te perder, percebi que eu estava amarrada a você, que mesmo que eu pudesse viver sem você, eu certamente não queria isso para minha vida. Eu não poderia me acostumar com a sua ausência.
Comecei a encontrar razões para te encontrar, tentei buscar maneiras para te ter perto e acabei me esquecendo do “jogo de cintura”. Pensava apenas em ter você ao meu lado, em ouvir a sua voz toda vez que sentia medo, a receber suas visitas inesperadas, pensava tanto nisso e quando me dei conta, eu necessitava disso. Cada vez que esvaziava minha mente lá estava VOCÊ, eu precisava tirar você de mim, eu precisava me manter distante, e quando lá estava eu, voltando para a superfície, você me aparecia novamente, como um anjo me chamando de volta para o seu mundo, um mundo que me preenchia completamente, um mundo sem limites e quando estávamos juntos, éramos apenas EU e VOCÊ. Mas as coisas não eram tão simples assim.
Chegou um certo momento em que tudo desmoronou. Eu percebi a verdadeira realidade. Eu não queria que tudo tomasse um rumo diferente, pois na verdade, odeio mudanças. Você sempre estava presente em minha vida, as coisas não podiam ficar melhores, realmente não podiam, mas elas podiam ficar piores. Eu tive medo, muito medo e foi exatamente neste momento que você não estava aqui. E você não poderia estar, pois você tinha outra pessoa em sua vida, e eu sabia disso, o pior é que eu sabia e aceitei. E esse medo foi me consumindo, foi me abrindo os olhos e eu percebi o inexplicável: VOCÊ NÃO ERA MEU! Mas como não podia ser? Se éramos unidos por corpo, alma e coração. Como entender isso? Não era necessário entender, eu só precisava aceitar.

E aceitei. Durante uma boa parte da minha vida aceitei tudo o que você me proporcionou, aceitei suas brincadeiras, suas mágoas, aceitei seu carinho, seu momento de amor, aceitei toda sua tristeza e a tornei parte de mim, aceitei ser seu anjo, cuidar de você e sempre estar ao seu lado, mesmo que você não pudesse me ver e quase sempre você não me via. A cada passo que eu dava em seu mundo, mais eu afundava, mais eu me via perdida e aonde estava você que não estava ao meu lado? Foi numa dessas vezes, que eu percebi que você nunca esteve ao meu lado, era apenas eu, sempre eu. Eu que tentava consertar tudo, eu que carregava todo o peso em minhas costas e fazia tudo isso sem reclamar, mas agora tudo isso me cansou, está na hora de pensar em mim e sair pra sempre da sua vida.
Hoje, eu não tenho o mesmo pensamento de antes, tomei a consciência de que sou apenas mais uma que te quer, e por mais que eu possa ser especial, eu não sou a única e eu não posso conviver com isso. Obrigada pelo sonho, pela realidade e pela fantasia, você foi o protagonista de todas elas, porém agora é a minha hora de brilhar e de escrever a minha própria história. Levarei comigo cada marca que você fez e lembrarei com ternura e com saudade do propósito de cada uma, tomei essa decisão baseada em nós dois, será o melhor. Sei que de início você não irá aceitar e vai me procurar, porém, eu não estarei mais aqui à sua disposição.

(Essa é uma carta que fiz para uma pessoa especial, porém nunca a entreguei.)

“Minha cara é deveras desagradável” diz Johnny Depp




Ele pode ter liderado o ranking de homem mais sexy do mundo (pela US Magazine) em 2009, mas Johnny Depp não leva muita fé em seu rótulo de galã.

“É um mistério completo para mim, estranho a atenção que recebo”, disse ele em recente entrevista àVanity Fair. “Acordo e tenho que olhar a minha cara no espelho enquanto escovo os dentes... é sempre deveras desagradável.”

Acredito que nenhuma de nossas leitoras concorde com ele. O que vocês acham?

Todo símbolo tem seu significado

O humor ligado a cobra  é que se o paciente sobreviver o médico cobra, se morrer cobra na mesma. A razão correcta mostra que o antigo emblema tem histórias interessantes por detrás, como indica o site hypescience.
Na verdade, existem duas versões do símbolo,  uma das versões  esta ligada a mitologia Grega e ao deus Olimpo Hermes.
Na mitologia grega, Hermes foi um mensageiro entre os deuses e os humanos (o que explica as asas) e um guia para o submundo (o que explica a bengala). Hermes era também o padroeiro dos viajantes, o que torna a sua ligação com a medicina adequada, pois antigamente os médicos tinham que percorrer grandes distâncias a pé para visitar seus doentes.
Em uma das versões do mito de Hermes, ele recebe o bastão de Apolo, o deus da cura. Em outra versão, ele recebe do rei dos deuses, Zeus, entrelaçado a duas fitas brancas. As fitas foram substituídas mais tarde por serpentes, já que a história diz que Hermes usou a vara para separar uma luta entre duas cobras, que então se enrolaram nele e permaneceram lá em harmonia e equílibrio.
Outra representação do símbolo é o bastão de Asclépio, que não tem asas e apenas uma serpente. Filho de Apolo e da princesa humana Coronis, Asclepius é o semideus grego da medicina. Segundo a mitologia, ele era capaz de restaurar a saúde dos enfermos e trazer os mortos de volta à vida.
Numa história lendária  Zeus matou Asclepius com um raio por perturbar a ordem natural do mundo, ressuscitando os mortos, enquanto outra versão indica que Zeus o matou como punição por aceitar dinheiro em troca da realização de uma ressurreição. Depois que ele morreu, Zeus colocou Asclepius entre as estrelas como a constelação de Ophiuchus, o Serpentário, ou “portador da serpente”.
Os gregos consideravam as serpentes sagradas, e as usavam em rituais de cura para honrar Asclepius, já que seu veneno era correctivo e sua pele era considerada um símbolo de renascimento e renovação.

[H]OUSE



Há quem afirme que a nova temporada de House está incrível, e há quem questione a lucidez de seus episódios. Admito que a temporada está muito estranha, muito clichê, muito romance, muito conflito de sentimentos e coisas desnecessárias. Agora, com a volta do Vicodin, espero que o nosso velho e querido rabugento volte para nós e nos faça rir e rir.
Huddy? Sim, eu até torço por eles, mas só espero que eles fiquem juntos novamente no final da série, porque eles juntos é o fim da série!
1 bj e até mais.

Parte de um todo

(...)Acostuma-te à lama que te espera!
O homem, que, nesta terra tão miserável,
mora entre terras, sente inevitável,
necessidade de também ser fera.


Toma um fósforo, acende teu cigarro!
O beijo, amigo, é a véspera do escarro,
A mão que afaga, é a mesma que apedreja. (...)


Augusto dos Anjos