Minha vida não tem clichês ou fantasias, ela se resume mais ou menos assim: Não sei o que amor, ele sempre se desencontrou de mim.
Quando eu tinha 7 anos de idade, me apaixonei loucamente por um carinha que sequer me notava, aos 11 me apaixonei de novo por um fofo que era apaixonado pela minha melhor amiga, com 13 amei um cara que poderia estar comigo se não fosse minha pouca idade e minha imaturidade, ele acabou escolhendo uma beeeem mais velha que eu. Aos 15 tive meu primeiro namorado, era um conto de fadas, mas depois entendi porque os contos de fadas só são contados até a metade.
A estimativa de mulheres que se apaixonam e sofrem é praticamente de 100%(dê Ê-N-F-A-S-E nesse 100%, por favor), é inevitável que uma mulher sofra, porque as mulheres amam, a ocitocina é, de fato, presente nas mulheres. E por incrível que pareça, eu sofri. Eu sofri muito, não foi pouco não. Sofri de uma maneira que eu me enrolava na coberta vendo "Um lugar chamado Nothing Hill" aos prantos e berros, desejando ser a Julia Roberts pelo menos por um momento, para saber por qualquer instante que seja, o que é amar e ser amado por alguém. Passei uma boa parte da minha vida cultivando os bons costumes, sonhando que um dia eu também seria feliz, mas a vida chegou e me deu um "Antônio Nunes, pá!" para eu acordar e perceber que eu era uma tola sonhadora do tipo Bella em Crepúsculo.
Veja bem, não estou querendo dizer que VOCÊ também não será feliz, porque se eu dissesse isso eu seria uma puta recalcada querendo destruir seus sonhos, mas eu tenho que te dizer em uma letra bem legível "NÃO ESPERE QUE VOCÊ NÃO VÁ SOFRER, SE VOCÊ NÃO QUER SOFRER, SE MATA!". Pois é, você deve estar concordando comigo e pensando em como a vida é injusta. E realmente é, a vida é injusta demais. A gente se pergunta como têm pessoas que não merecem, nem querem, mas possuem a felicidade imposta a elas e sequer, elas se disponibilizam a cultivar essa felicidade, elas brincam com a felicidade sem se preocupar se terão essa felicidade amanhã ou depois. E nós, que fazemos nossas camas todos os dias para que a felicidade deite ao nosso lado e nos abrace, ela simplesmente nos deixa esperando e se um dia chega, talvez chega até tarde demais.
Eu me acostumei com a vida da maneira que ela é, hoje em dia a felicidade chega a mim através de um livro, de um esporte, de um objetivo alcançado. Enfim, não espero mais pelo amor, ele já me cansou, não quero saber dele (só se ele vier pintado, revestido, purificado de ouro). Tenho plena consciência de que sou dona dos meus atos e capaz de tudo nessa vida. Como diz Carlos Drummond de Andrade "Eu sou do tamanho daquilo que vejo e não do tamanho da minha altura." não preciso de um homem para me satisfazer e muito menos para me fazer feliz. Viva as mulheres independentes!
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